15.11.07

PROJETO – ARTE OU EFEITO
PROF.: GILBERTO VANÇAN
ALUNA: LUCIANA MOREIRA WAACK
2º ANO DO CURSO DE ARTE

Resumo da Pesquisa

O contexto propriamente dito já existia, preconcebido através dos trabalhos realizados em desenho, realizações e explorações de texturas e imagens esculturais, profundidade, enfim, o não linear exato precisava expandir e se libertar do papel.
Através do estudo baseado nos movimentos artísticos do impressionismo, cubismo e expressionismo foi desenvolvida uma linha de expressão a partir de texturas em placas de porcelana fria, executada em duas etapas. A exploração do material requeria peças pequenas, era necessário buscar materiais que proporcionariam o efeito desejado em maleabilidade e extensão. Observação: a primeira etapa foram placas pequenas, texturização, a segunda etapa foi através do acréscimo de elementos do cotidiano, mas, por causa do acondicionamento sem ventilação atingiu a oxidação dos elementos aplicados, um efeito visual bastante inesperado no momento em que foi exposto, problemas? Sim, talvez solução...
O estudo que mais foi explorado no caráter prático ao meu ponto de vista foi o impressionismo, executamos trabalhos em tela, e outros que impulsionaram para novas percepções. Foi sugerido usar parafina, placas de tamanho médio, texturizadas e acrescentando objetos segundo as temáticas orientadas: espaço, tempo, amor, morte.... (4 placas ) desenvolvidas no mesmo contexto em duas etapas... (+ 4 placas) observei que era preciso equilibrar o acúmulo com o tamanho da placa... a narrativa visual era objetiva, mas demasiado afoita.... poderiam se multiplicar em muitas outras placas cada item, mas tive alguns problemas com acesso ao material de confecção, em contrapartida à contingência de idéias... Sintetizar? Não. Expandir... Aumentei o tamanho das placas e sintetizei as interferências materiais, melhor? Quem sabe o acesso dos sentidos equilibrasse pela mensagem do parâmetro final. Algo aconteceu, as temáticas dissolveram-se com a expansão do tamanho da peça. Algumas placas não suportaram o peso do material agregado e fragmentaram, ilustram uma etapa para novos conceitos, e novos argumentos para aperfeiçoar o material.
Efeito da arte no material, no autor da obra e no observador. É possível degusta-la? Torna-la palatável ao toque dos olhos? Torna-la musical, como se falasse aos ouvidos? Ou toca-la. Permita-me aos sentidos invadir. Não aos temas, não aos efeitos visuais, não à narrativa ou alguma mensagem contida que faça sentido. Tudo isso se resume em arte? É possível transcender o contexto convencional e atingir o próprio limite e olhar o que tem do outro lado do horizonte e ser uma ponte para o observador entre essas dimensões. Lancei ao bidimensional do desenho as imagens das peças, transfiguração da própria mensagem contida, reprimida na sua própria cristalização, contém o objeto, reprime e esconde a potência latente, quem vê se alimenta do desejo de faze-la liberta como se satisfaria em libertar seus próprios ímpetos.
Então cheguei ao último, não o último, mas o primeiro de muitos frutos ainda vindouros. Uma placa de vidro emoldurada faces duplas, texturas duplas, cores, transparência, efeitos em todas as direções passíveis de ser exploradas. Enfim, mais problemas, fixação da parafina no vidro...não...não é problema, mais efeitos, mais soluções...

Você por acaso acha que acabou por aqui? Rs...rs...rs....

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